Contos de natal do Tio Puppy
(ATENÇÃO: LER IMAGINANDO A VOZ DO CID MOREIRA)Apareceram panetones nos supermercados? As varandas dos condomínios parecem alegorias da Mangueira? Os shoppings parecem oceanos de gente? A musiquinha do caminhão da coca-cola está na boca do povão? Pois é meu amigo, dê adeus à sua dieta pois o
NATAL ESTÁ CHEGANDO e você passará o resto do mês entulhado em amigos-oculto (quem inventou esta praga consumidora de décimos-terceiros?), caixinhas para porteiros, papéis de presente, cascas de nozes e avelãs nas frestas do sofá e pedaços de peru que durarão até o final do carnaval no fundo da sua geladeira. Mas nem tudo está perdido! Aproveitando a comoção enorme que esta data causa nos corações dos brasileiros os tornando pessoas mais humildes e solidárias, eu, a partir de hoje, escreverei contos, crônicas e poesias recheadas de calor humano, amor, sentimentos e reflexões que te farão refletir bastante sobre esta data em que todos esperam o bom velhinho obeso descer pelas chaminés para despejar os seus produtos feitos na sua oficinas aonde mais de cem mil duendes trabalham em regime escravocrata à chibatadas.
Então adentre comigo no espírito natalino destes meus contos que prezarão o amor naquilo que move a humanidade: os bens de consumo! Uma vez me falaram que esta data era para comemorar o nascimento de uma pessoa que mudou para sempre o rumo da humanidade e morreu como um bandido, mas e daí? Faça como todo mundo: Abra seus presentes com o rabo cheio de chester e vinho e não dê a mínima para aquele seu próximo que passa frio e fome e não tem tempo para pensar em amigos-oculto e pinheirinhos com bolinhas coloridas pois precisa garantir o almoço de amanhã, porque é isso que importa nos dias de hoje: Pensar no próprio rabo sempre.
Se você pensa diferente você é um otário, como eu.