A coisa tá preta ?

20 de Novembro - Dia de Mzambi (Zumbi) ou Dia da Consciência Negra. Manifestações artísticas acontecem por todo o país exaltando a cultura afro, o hip hop no mainstream, o jeito "negro de ser" (puta merda...) tomando conta das ruas, da televisão e etc. Well well well, que sociedade hipócrita...
Porque quando o negro aparece na mídia é só para isso ? Só para mostrar o quanto nós (tomando a liberdade de me incluir no contexto) somos festeiros e boêmios ? (Oh, me desculpem, cometi um equívoco ! Os negros aparecem na mídia sim, e "exatamente" como são na vida real porque, como todo mundo sabe, todo negro tem um cabelo"style", fala gírias sem sem parar, só escutam hip hop, funk ou pagode e são os protagonista vitalícios dos Cidade Alertas e Jornais Nacionais da vida).
Falam de uma tal "inclusão do negro na sociedade", o que na verdade é
inclusão da CULTURA NEGRA NA SOCIEDADE excluindo os negros propriamente ditos. A patricinha passa a frequentar as rodas de samba mas esculacha a empregada negra que faz o seu almoço todo santo dia. O playboy que vai ver show de grupos de hip hop amarradão porque está na onda (me desculpe quem gosta, mas hip-hop VIROU MODINHA SIM! ) mas não olha nem para a cara daquele porteiro negro do seu condomínio de luxo.
E os negros ? São os santinhos desta história ? NÃO ! Se acomodam com a criação de cotas nas faculdades, criam outras formas de segregação como revistas que só abordam o público negro (vide Raça) e agora até um
canal de tv só para isso! Dizem que esta é a única forma de se restaurar os séculos de preconceito racial que vem desde a época do Brasil-colônia (o tal do contra-preconceito). A única forma com certeza não é, mas é a mais "fácil" e imoral, porque eu me recuso a acreditar que os fins justificam os meios.
Não queremos só pão e circo, queremos é entrar no ônibus e ser tratado como passageiros e não como psicopatas, queremos entrar no banco e não ser barrados propositalmente na porta giratória, queremos que a polícia pare de nos olhar de rabo de olho mesmo que estejamos de uniforme escolar. Resumindo: queremos ser tratados com todo o respeito e dignidade que uma etnia merece por ter ajudado a construir uma nação.
O resto é resto.
(liguem não, é crise de quem acabou de completar 21 anos...)