Rosa Parks
Como muita gente ainda acha que militância, atitude, protesto e subversão é só fazer barulho nas ruas, receber spray de pimenta na cara, queimar ônibus e tomar paulada na canela pela polícia eu lhes apresento a história daquela que foi um das principais ícones na queda do regime segregracional (Apartheid) nos EUA. Eu lhes apresento
a história de Rosa Lee Parks.

A situação dos negros no sul dos Estados Unidos era deplorável. Sofriam constante discriminação racial e eram proibidos de entrar em certos restaurantes e lugares públicos. Na região sul, os filhos de pais negros não podiam freqüentar as mesmas escolas e faculdades que crianças e jovens brancos. Um homem negro corria o risco de ser assassinado pelo simples fato de estar conversando com uma mulher branca.
Até mesmo um homem negro que havia cursado uma Faculdade não tinha o direito de votar. As leis de segregação racial obrigavam os passageiros negros a ocupar apenas os assentos no fundo dos ônibus e a conceder seus lugares a passageiros brancos, no caso do ônibus estar lotado. Eles eram freqüentemente humilhados e agredidos pelos brancos racistas.
No dia 1 de dezembro de 1955, na cidade de Montgomery, no estado do Alabama, Rosa Parks, uma costureira negra
de quarenta e dois anos e líder da Associação Nacional de Avanço do Povo Negro (NAACP), recebeu ordem de um motorista de ônibus para ceder seu assento a um passageiro branco. Por se recusar a seguir a ordem do motorista, Rosa Parks foi detida e levada à prisão.
Esse incidente levou a população negra a organizar um boicote onde durante um ano os negros de Montgomery se recusaram a utilizar os ônibus da cidade. Martin Luther King Jr. foi eleito presidente da Associação para o Avanço de Montgomery (MIA) para coordenar o boicote à lei de segregação no transporte público. Foi assim que se iniciou a luta de King pelos direitos civis nos Estados Unidos.

Rosa Lee Parks faleceu nesta última segunda-feira (24 de outubro de 2005) mas os seus ideais sempre estarão presentes naqueles que não desistem de sonhar por um mundo livre da praga do preconceito racial.